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Glauca – Escola de Mergulho

Esta secção é dedicada à apresentação e divulgação de informações importantes no âmbito do mergulho, equipamentos, promoções, saídas, viagens, novidades e notícias.
Consulta-a pois terás disponiveis muitos assuntos que decerto serão do teu interesse.

Caravela Portuguesa (physalia physalis)

1. Situação:
        Durante a presente época balnear tem-se constatado o aparecimento esporádico de caravelas portuguesas (physalia physalis) nas praias continentais, com escassos registos de acidentes provocados por contacto directo de banhistas com esta espécie marinha.
2. Breve descrição da espécie:
        A caravela portuguesa é uma hidromedusa sendo o seu corpo constituído por uma estrutura emersa em forma de vela, de cor azulada e apresentando alguma transparência, à qual estão ligados os tentáculos, com dimensões que frequentemente ultrapassam os 10 metros, e que estão cobertos por milhares de células que possuem os filamentos urticantes que em contacto com outro objecto/corpo libertam um "veneno". Esta espécie é mais comum em mar aberto, nomeadamente no Atlântico, aparecendo nas zonas costeiras por acção do vento e/ou das correntes marítimas, podendo por isso continuar a ocorrer contactos esporádicos com banhistas nas nossas praias.
3. Danos:
        Dos contactos resulta a inoculação na pele da vítima de toxinas e proteínas potencialmente alergénicas, que provocam dor intensa e instantânea, e uma dermatite linear urticariforme que reproduz a forma dos tentáculos, dependendo a intensidade dos efeitos essencialmente da localização e extensão de contacto, da idade da vítima e do facto desta ser mais ou menos alérgica ao "veneno" injectado.
4. O que fazer:
        Relativamente aos procedimentos a adoptar no caso de ocorrer um contacto físico com uma caravela portuguesa ou medusas, a informação disponibilizada/recolhida, aconselha a colocação de compressas de água salgada do mar gelada e vinagre, no local afectado, por períodos de 10-20 minutos, para alívio da dor. A água salgada gelada tem efeito anestesiante na zona de contacto e o vinagre estabiliza os nematocistos, impedindo descargas adicionais de células ainda agarradas a pele. Não deve ser utilizada agua doce ou álcool pois provocam o aumento da libertação do "veneno". Também não se deve esfregar a área atingida, mas simplesmente tentar retirar os tentáculos ou partes de matéria ainda coladas a pele.
        A maioria dos acidentes é de pequena a média gravidade e controlada pelas medidas descritas, podendo ainda ser feita uma aplicação analgésica adicional com prescrição médica. Em acidentes graves devem ser adoptados procedimentos de urgência, recomendando-se o accionamento dos mecanismos para evacuação hospitalar.
O manuseamento deste tipo de espécie marinha deve ser feito duma forma indirecta (luvas de protecção grossas / varas / camaroeiros etc.), evitando qualquer contacto directo mesmo quando se encontram no areal, pois a toxina permanece activa ainda que o animal fique exposto ao sol varias horas.
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